Este artigo foi publicado antes do fechamento do pregão de hoje. Os números abaixo foram coletados por busca na internet no momento da publicação e refletem o último fechamento disponível, na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, dia da "Super Quarta" de Copom e Federal Reserve. Não são cotações em tempo real.

IndicadorValorVariação
Ibovespa (fechamento de 16/09)185.547,66 pontos-0,51% no dia
Dólar comercial (fechamento de 16/09)R$ 5,1519-0,05%
Selic13,75% ao anocorte de 0,25 p.p. em 16/09/2026
CDIdado não disponível no momento da publicaçãoacompanha a Selic de perto

Ibovespa

O Ibovespa fechou a quarta-feira, 16 de setembro, em queda de 0,51%, aos 185.547,66 pontos. O índice chegou a subir até 186.738 pontos durante o pregão, mas perdeu força e fechou perto da mínima do dia (184.754 pontos), pressionado principalmente por Vale e Petrobras, que recuaram mais de 2% cada uma, e pela deterioração dos mercados em Nova York após a decisão de juros do Federal Reserve. A queda ocorreu mesmo com o Copom confirmando o corte da Selic esperado pelo mercado à noite, um sinal de que o "aperto" sinalizado pelo Fed pesou mais no humor dos investidores do que o afrouxamento monetário no Brasil.

Dólar

O dólar comercial fechou a quarta-feira praticamente estável, cotado a R$ 5,1519, leve queda de 0,05% no dia. A moeda operou de lado durante boa parte do pregão, à espera das decisões de Copom e Fed, e não reagiu com força a nenhuma das duas — um comportamento diferente do observado em dias anteriores de maior volatilidade cambial.

Selic e CDI

O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual na quarta-feira, para 13,75% ao ano, o quinto corte consecutivo no atual ciclo de flexibilização monetária, em decisão unânime e já amplamente esperada pelo mercado. O CDI acompanha a Selic de perto, mas o valor exato para o dia não pôde ser confirmado com precisão nesta busca — consulte a B3 ou o Banco Central para o número oficial atualizado.

Notícias que estão movimentando o mercado

Fed eleva juros nos EUA pela primeira vez desde 2023 e sinaliza mais um aperto até o fim do ano. O Federal Reserve subiu a taxa básica de juros americana em 0,25 ponto percentual, levando os fed funds para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano — decisão unânime (12 a 0) e a primeira alta de juros sob o comando de Kevin Warsh, que assumiu a presidência do Fed em 2026. O novo "dot-plot" (projeção dos próprios dirigentes) apontou mediana de 4,10% para o fim de 2026, o que na prática sinaliza pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto em uma das duas reuniões restantes do ano. O comitê justificou a medida pela necessidade de acelerar o retorno da inflação à meta de 2% ao ano, ainda pressionada nos Estados Unidos.

Copom corta a Selic para 13,75% ao ano, mas o corte fica em segundo plano. Apesar de confirmar o quinto corte seguido da Selic, a decisão do Banco Central brasileiro acabou ofuscada pela postura mais dura do Fed. O comunicado do Copom não deu sinalização clara sobre os próximos passos, mantendo o mercado dividido sobre a intensidade dos cortes futuros diante de um cenário externo que ficou mais apertado da noite para o dia.

Vale e Petrobras lideram as perdas do Ibovespa. As ações da Petrobras recuaram mais de 2% acompanhando a queda do petróleo Brent no mercado internacional, enquanto a Vale também cedeu mais de 2% com o recuo dos futuros de minério de ferro na China. A combinação de commodities mais fracas com um Fed mais hawkish pesou sobre as duas maiores empresas do índice.

Eleições seguem no radar a menos de um mês do primeiro turno. Com a votação marcada para 4 de outubro, o chamado "trade eleitoral" continua influenciando o humor dos investidores em relação aos ativos brasileiros, num momento em que o cenário externo também ficou mais desafiador com o Fed sinalizando juros mais altos por mais tempo.

O que isso significa pra você

Com a Selic caindo para 13,75% ao ano e o Fed sinalizando que os juros americanos podem continuar subindo, o diferencial de juros entre Brasil e EUA está encolhendo aos poucos — o que tende a deixar os ativos brasileiros um pouco menos atrativos para o capital estrangeiro no curto prazo. Isso reforça a importância de comparar bem as opções de renda fixa disponíveis por aqui antes de decidir onde alocar o dinheiro. Use a calculadora de CDB × Poupança para ver o quanto cada corte da Selic ainda deixa na mesa.

Um Fed subindo juros pela primeira vez em três anos é lembrete de como o cenário externo pode virar rápido e fora do seu controle. Dinheiro que você pode precisar em breve não deveria estar exposto a essa volatilidade — se ainda não tem uma reserva de emergência formada, comece por ela usando a calculadora de reserva de emergência para descobrir quanto guardar.

Já a queda simultânea de Vale e Petrobras mostra como concentrar a carteira nas duas maiores empresas do Ibovespa amplifica o impacto de notícias externas sobre commodities. Para quem busca uma base mais previsível antes de se arriscar em renda variável, o guia completo de Tesouro Direto é um bom ponto de partida.