Este artigo foi publicado antes do fechamento do pregão de hoje. Os números abaixo foram coletados por busca na internet no momento da publicação e refletem o último fechamento disponível, na terça-feira, 15 de setembro de 2026. Não são cotações em tempo real.

IndicadorValorVariação
Ibovespa (fechamento de 15/09)186.502,64 pontos+0,54% no dia
Dólar comercial (fechamento de 15/09)R$ 5,1551+0,14%
Selic14,00% ao anodesde 05/08/2026
CDI13,90% ao anoacompanha a Selic

Ibovespa

O Ibovespa fechou a terça-feira, 15 de setembro, em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, sustentado principalmente pela Petrobras, que subiu mais de 3% acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. Durante o pregão o índice chegou a bater máxima de 187.650,53 pontos, com volume financeiro de cerca de R$ 22 bilhões — um dos sinais de que o mercado operou com cautela redobrada às vésperas da "Super Quarta" de hoje, quando Copom e Federal Reserve anunciam suas decisões de juros.

Dólar

O dólar comercial fechou a terça-feira cotado a R$ 5,1551, alta de 0,14% no dia. A moeda subiu com o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) — a taxa da T-note de 10 anos chegou ao maior nível desde 2007 — e também refletiu a cautela doméstica em torno do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso Banco Master e das pesquisas eleitorais divulgadas na véspera.

Selic e CDI

A Selic segue em 14,00% ao ano desde a reunião do Copom de 5 de agosto, quando o Banco Central cortou a taxa em 0,25 ponto percentual. O CDI está em 13,90% ao ano. A decisão do Copom sai hoje à noite, e o mercado precifica amplamente um quinto corte consecutivo, de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,75% ao ano — movimento puxado principalmente pela desaceleração recente da inflação.

Notícias que estão movimentando o mercado

"Super Quarta": Copom e Federal Reserve anunciam decisões de juros hoje. O Banco Central divulga a decisão da Selic à noite, com o mercado esperando o quinto corte seguido de 0,25 ponto percentual. Já do lado americano, a reunião do Fed está incomumente indefinida: depois de manter os juros estáveis em todas as reuniões deste ano, casas como J.P. Morgan Wealth Management avaliam chance real de uma alta de 0,25 ponto — e não um corte — diante da inflação ainda pressionada nos EUA, enquanto outras, como a Goldman Sachs, consideram esse cenário pouco provável. Essa indefinição rara ajuda a explicar a cautela do mercado brasileiro no pregão de ontem.

STF segue julgando abertura de investigação contra Moraes no caso Banco Master. A sessão iniciada na terça-feira no Supremo Tribunal Federal para decidir se abre uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes — por conta de conversas mantidas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master — segue repercutindo. Durante o julgamento, vieram à tona detalhes como um contrato de R$ 129 milhões, pago em parcelas mensais de R$ 3,6 milhões, entre o banco e a esposa do ministro, ampliando a tensão institucional às vésperas da eleição presidencial de outubro.

Petrobras avança mais de 3% com petróleo em alta. As ações da petroleira lideraram os ganhos do Ibovespa na terça-feira, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional, que também beneficiou outras empresas do setor, como a PRIO. O movimento contrasta com o comportamento de Wall Street, cujos índices fecharam em queda no mesmo pregão, pressionados justamente pela alta do petróleo e dos juros dos títulos americanos.

Eleições seguem no radar a menos de um mês do primeiro turno. Com a votação marcada para 4 de outubro, novas pesquisas eleitorais continuam pautando o humor dos investidores em relação aos ativos brasileiros, num momento em que o cenário político já está mais tenso por causa do caso Banco Master.

O que isso significa pra você

Com a Selic ainda em 14% ao ano e o Copom decidindo hoje se inicia mais um corte, continua valendo a pena travar taxas atrativas em renda fixa antes de uma eventual sequência de novos cortes. Compare os números na calculadora de CDB × Poupança.

Um Fed em cima do muro entre manter os juros ou até elevá-los é um lembrete de como o cenário externo pode mudar de forma abrupta e fora do seu controle. Dinheiro que você pode precisar em breve não deveria estar exposto a essa volatilidade — se ainda não tem uma reserva de emergência formada, comece por ela usando a calculadora de reserva de emergência para descobrir quanto guardar.

Já a tensão institucional em torno do STF e do caso Banco Master reforça a importância de não concentrar todo o patrimônio em um único ativo ou instituição. Para quem busca uma base mais previsível na carteira antes de se arriscar em renda variável, o guia completo de Tesouro Direto é um bom ponto de partida.