Este artigo foi publicado antes do fechamento do pregão de hoje. Os números abaixo foram coletados por busca na internet no momento da publicação e refletem o último fechamento disponível, na quinta-feira, 10 de setembro de 2026. Não são cotações em tempo real.
| Indicador | Valor | Variação |
|---|---|---|
| Ibovespa (fechamento de 10/09) | 188.268,59 pontos | +1,42% no dia |
| Dólar comercial (fechamento de 10/09) | R$ 5,1027 | -0,18% |
| Selic | 14,00% ao ano | desde 05/08/2026 |
| CDI | 13,90% ao ano | acompanha a Selic |
Ibovespa
O Ibovespa fechou a quinta-feira, 10 de setembro, em alta de 1,42%, aos 188.268,59 pontos — o maior nível de fechamento em cerca de quatro meses. No intradia, o índice oscilou entre uma mínima de 184.601 pontos e uma máxima de 188.539 pontos. A alta acumulada em 2026 já passa de 16%. O principal motor do dia foram as ações da Petrobras (PETR3 +1,77%, PETR4 +1,45%), no terceiro pregão seguido de valorização, embaladas pela disparada do petróleo internacional, além do desempenho positivo de bancos como o Bradesco (+3,71%).
Dólar
O dólar comercial fechou a quinta-feira cotado a R$ 5,1027, queda de 0,18% no dia, revertendo parte da alta do pregão anterior. O movimento de queda da moeda tem acompanhado a entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira nas últimas semanas, em meio ao chamado "trade eleitoral" — pesquisas mostrando uma disputa mais apertada para a Presidência em outubro. Nesta sexta-feira pela manhã, porém, o dólar já operava em alta, cotado perto de R$ 5,11, com o mercado global voltando a buscar proteção diante da escalada do petróleo.
Selic e CDI
A Selic segue em 14,00% ao ano desde a reunião do Copom de 5 de agosto, quando o Banco Central cortou a taxa em 0,25 ponto percentual. O CDI, referência para a maior parte dos investimentos de renda fixa, está em 13,90% ao ano. A próxima decisão do Copom sai na próxima semana, nos dias 15 e 16 de setembro, e os contratos de opções negociados na B3 apontavam, no fechamento de 8 de setembro, probabilidade próxima de 95% de um novo corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic a 13,75% ao ano.
Notícias que estão movimentando o mercado
Petróleo segue disparado com a tensão entre EUA e Irã. O petróleo tipo Brent segue operando acima de US$ 100 por barril, patamar que não via desde julho, em meio à escalada militar no Oriente Médio envolvendo forças americanas e iranianas próximas ao Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A commodity mais cara tem beneficiado diretamente as ações da Petrobras, mas também acende um alerta para a inflação global e, por tabela, para as expectativas de juros no Brasil e no mundo.
Cenário eleitoral e crise institucional no STF seguem no radar. A bolsa brasileira segue precificando o cenário eleitoral de outubro, com pesquisas mostrando uma disputa mais apertada e atraindo fluxo estrangeiro para ações e para o real. Ao mesmo tempo, o noticiário sobre uma crise institucional envolvendo o STF — incluindo o relatório da Polícia Federal que cita o ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master — segue sendo acompanhado de perto. Segundo analistas, o mercado ainda não embutiu nos preços um prêmio de risco relevante para essa crise, mas o tema pode voltar a mexer com os ativos caso ganhe novos capítulos, principalmente pelo canal eleitoral.
Dado de inflação nos EUA reforça aposta em juros mais altos por lá, e Wall Street recua. O índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos referente a agosto veio em linha com o esperado na variação mensal, mas acumulou alta de 5,4% em 12 meses — acima da projeção. O dado reforçou entre investidores a aposta de que o Federal Reserve pode manter os juros americanos elevados por mais tempo, e as bolsas de Nova York fecharam em queda na quinta-feira (Dow Jones -0,6%, Nasdaq -0,65%), na contramão do que aconteceu por aqui.
O que isso significa pra você
Com a Selic ainda em 14% ao ano e o Copom se reunindo já na próxima semana (15 e 16 de setembro), este continua sendo um bom momento para travar taxas atrativas em renda fixa antes de uma eventual queda. Compare os números na calculadora de CDB × Poupança.
Notícias como a escalada do petróleo e a crise institucional no radar são um bom lembrete de que dinheiro que você pode precisar em breve não deveria estar exposto a esse tipo de volatilidade. Se ainda não tem uma reserva de emergência formada, comece por ela. Use a calculadora de reserva de emergência para descobrir quanto guardar.
Já para quem pensa no longo prazo, o resultado de um único pregão importa muito menos do que a consistência dos aportes ao longo dos anos. Simule seus objetivos na calculadora de independência financeira.